Depois de um período sem muita coragem pra entrar e atualizar, voltei.
Mais um carnaval chegou na província de Curitiba...Ah como eu gostaria de estar no RJ, ou até mesmo na Bahia pulando atrás de algum trio!
Mas já que a grana ta curta e meu TCC ta me esperando ancioso, fico por aqui e procuro me divertir moderadamente.
Ja coloquei Abel Ferreira, Waldir Azevedo e Jacob do Bandolim pra tocar. Afinal hoje é carnaval e eu só quero marchinhas, caipirinhas e serpentinas na minha alcova.
Preciso de companhia melhor?
...Deixa o barco correr, deixa o dia raiar, que hoje eu sou da maneira que você me quer, o que você pedir eu te dou, seja você quem for, seja o que Deus quiser...
domingo, 22 de fevereiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Nada é tão clássico que não possa ser popular...

Aos 12 anos troquei o Plié pelo Stacatto e mais tarde o Minuetto pelo Choro. Quando todos os meus amigos ouviam Mamonas Assassinas eu cantarolava "I should be dancing" dos Bee Gees enquanto saía do Colégio São José à caminho de casa.
Sempre fui da “pá virada” e no começo tinha medo de assumir publicamente meus gostos, mas depois de certa idade vi que isso não tinha menor cabimento.
Comecei com a calça xadrez, fui decidia à loja de tecidos Imperial onde comprei meu primeiro corte e como se não bastasse a audácia, mandei fazer um modelo clássico na alfaiataria mais antiga de Curitiba, a Alfaiataria Saldanha. Claro que meu primeiro “desfile” com ela não foi nada convencional, mas eu não me importava e sem pudor passei pela rua XV numa semana bem movimentada. Todos os olhares estavam voltados pras minhas pernas. Alguns com aprovação, outros com estranheza e acreditem, algumas pessoas vieram me perguntar, em tom de segredo, onde eu havia comprado, como se fosse motivo de vergonha para elas gostar da “bendita” calça xadrez.
Naquele momento percebi que eu não estava assim tão fora dos padrões, apenas fiz o que muitos gostariam de fazer, mas não tinham coragem. Claro que a estilista Glória Kalil já tinha anunciado a nova tendência, mas como eu raramente acompanho a moda, fiquei sabendo dessa valorosa informação depois que miraculosamente calças xadrez de todos os tipos, apareceram em outras pernas também.
Já que estamos falando de extravagância... Sempre fui fissurada por chapéus, mas por ser mulher e morar em um país tropical, o uso desse acessório sempre ficou a encargo dos homens e das mulheres chick’s do high society. Mas até ser popularizado novamente, fiquei com as mãos, ou melhor, com a cabeça coçando pra poder usar um. Afinal, eu já tinha uma calça xadrez, agora só faltava o chapéu. Pétaso foi o primeiro chapéu a ser usado na história da humanidade, esse modelo que foi predominante por toda a Idade Média, era usado pelos gregos em suas viagens, como forma de proteção. O tempo passou e a partir da segunda metade do séc. XVIII a criação deste acessório tornou-se mais ousada e criativa, atingindo seu ápice no período da Belle Époque, entre o fim do séc. XIX e início do séc. XX.
Se antes o chapéu era usado apenas como forma de proteção, ele nunca mais foi o mesmo depois da chegada do Chochê. Nessa época os chapéus, especialmente os femininos, eram riquíssimos. Feitos em feltro, palha e veludo eram adornados com fitas, véus, plumas, flores e penas de aves exóticas. Quanto maior fosse seu glamour, maior a denotação de elegância e riqueza.
E como é bom saber que não estamos sozinhos. No Orkut existe uma comunidade em prol da volta do chapéu. Com 2.425 membros, o mais interessante é a participação de jovens, não só os descolados, mas de diversos estilos. Em um dos tópicos você pode contar qual chapéu tem e os que gostaria de ter. O mais surpreendente são as respostas. Desde os clássicos Panamás, que pra muitos é "coisa de velho" até os de cowboy, cartolas, estilo Charles Chaplin, Che Guevara, grandes, pequenos, com bolinha, com listra... Em meio a esse dilema do que é clássico e do que é popular, o Fedora - que tem esse nome por conta da peça teatral Fédora, de Victorien Sardou é conhecido também como Borsalino, sobrenome do fundador de uma fábrica de chapéus em 1857- veio com tudo em 2007, para homens e mulheres, e o melhor, para todos os bolsos.
Finalmente tinha chegado à hora de comprar o meu. O preto com risca de giz ganhei da minha avó, este pude estrear em grande estilo, jogando sinuca com meu pai, tomando caipirinha de Estanhegue ao som de musica cubana em um bar “xiquérrimo” . O marrom eu mesma me presenteei e usei pela primeira vez indo para o ensaio do Conservatório de MPB num dia de muito frio. Eu só não podia contar que ele ia se popularizar tanto. De Madonna à Ne-Yo, de meninas com look retrô aos próprios senhores retrô da Boca Maldita, dos cantores de pagode aos alunos na saída da escola. O tal do Fedora estava em todos os locais, dos mais sofisticados à periferia, acompanhando os mais diversos estilos.
Mas não pensem que parei por ai, no meu cabideiro sempre há espaço para mais um. E não me refiro só a chapéus não. Blusas de Petit Poá, echarpes, anéis de acrílico no estilo “pra frentex”, sapatos de boneca... Não que eu agora, aos 21 anos seja ligada em moda, mas uma coisa tenho que agradecer a ela: poder tornar popular tudo aquilo que era clássico é de certa forma amenizar a barreira que existe entre as classes. E isso é muito legal!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Começou 2009!
Resolvi começar este ano dando uma cara nova pra esse blog, afinal, se é pra recomeçar, nada melhor que dar uma mudada no "visu"...
Resolvi não prometer atualizar esse espaço toda semana...
Resolvi não planejar o futuro e viver; viver muito e intensamente o presente...
E pra começar a prosa... Angenor de Oliveira, compositor, cantor e instrumentista carioca. Nasceu no bairro do Catete em 1908 e fez vários sambas-enredo pra sua escola do coração: Mangueira e foi autor de sucessos como Disfarça e Chora, Corra e Olhe o Céu e Alvorada!
Gostando ou não de suas músicas, Cartola é o reflexo da nação brasileira, suas canções serão sempre protagonistas nas rodas de samba.
Deixo aqui então a dica pra começar o ano sambando, é claro:
ALVORADA
Cartola / Carlos Cachaça / Hermínio B. de Carvalho
Alvorada lá no morro que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo, alvorada
Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando meus caminhos tão sem vida
E o que me resta é bem pouco quase nada
Do que ir assim vagando
Nesta estrada perdida, alvorada
Alvorada lá no morro...
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Só por um momento....
Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você eu eu
......
Acorda menina e vai trabalhar, amar é pra quem tem tempo, trabalhar é pra quem não tem dinheiro!
Desilusão
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você eu eu
......
Acorda menina e vai trabalhar, amar é pra quem tem tempo, trabalhar é pra quem não tem dinheiro!
Desilusão
domingo, 3 de agosto de 2008
Monografando

Quanto tempo hein!
Devo confessar que tempo eu até tive, mas faltou inspiração.
Mas to de volta com meus bla bla bla's.
Minha vida anda como sempre agitada e a tendência com certeza é o caos.
Estou tocando, cantando e monografando.
Sim, eis que chegou a bendita.
Ja estou no 4º ano de jornalismo - puta que pariu - o tempo passa.
Mas o mais importante, to feliz e continuo fazendo as coisas que eu gosto.
Meu dia-a-dia:
"Jornalismo de Revista" - Marilia Scalzo
Artigos sobre jornalismo e ecologia
Música classica no radio
Pijama, pantufas, uma caneca de chá e uma futura jornalista atrás do computador.
Boa semana!
Devo confessar que tempo eu até tive, mas faltou inspiração.
Mas to de volta com meus bla bla bla's.
Minha vida anda como sempre agitada e a tendência com certeza é o caos.
Estou tocando, cantando e monografando.
Sim, eis que chegou a bendita.
Ja estou no 4º ano de jornalismo - puta que pariu - o tempo passa.
Mas o mais importante, to feliz e continuo fazendo as coisas que eu gosto.
Meu dia-a-dia:
"Jornalismo de Revista" - Marilia Scalzo
Artigos sobre jornalismo e ecologia
Música classica no radio
Pijama, pantufas, uma caneca de chá e uma futura jornalista atrás do computador.
Boa semana!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Identidade
Quem sou eu no mundo? Eu tenho identidade?
Já quis ser tanta coisa na vida: professora, militar, bailarina, desocupada, evangélica, etc. De repente passo no vestibular, e cá estou eu fazendo jornalismo.
Apesar de admirar muito essa profissão, quando ingressei na faculdade, tive dúvidas que este era meu caminho, neste caso, se esta era minha nova identidade. Não fui a única a me decepcionar no início e a descobrir coisas pouco interessantes da profissão.
Hoje, meu objetivo de vida é fazer música. Afinal, cresci no meio e estudo desde os 10 anos para tal profissão.
Confesso que a escolha pelo jornalismo foi errônea, mas não de todo mau; aprendi a ser mais crítica, a ter uma nova visão de mundo, aprendi a não dormir cedo, a estar sempre informada, aprendi a tomar café e ir aos cafés discutir política. Conheci jornalistas que fazem à história acontecer.
E de certo modo, sou grata.
Agora quanto a “como você vê sua identidade profissional como jornalista”. Parece loucura o que vou falar, mas não me vejo jornalista.
Minha identidade atual (considerando esta não-mutável) está na música.
Sem pretensão, me vejo como Chico Buarque, que não terminou arquitetura para se dedicar integralmente a música ou como Dalmo Medeiros que é jornalista e músico do conjunto vocal MPB 4.
Amo música e atualmente vivo mais para ela do que para o jornalismo. Acordo pensando no casamento que tenho pra tocar no fim de semana, nos meus alunos de teoria musical, na banda a qual faço parte, na minha flauta, nas músicas que ainda quero aprender, nas aulas do conservatório de MPB.
Minha identidade profissional está na música. Desde o jeito de me vestir, aos meus assuntos favoritos, e ao meu circulo de amizades.
Mesmo sem o canudo de bacharel em flauta, já me sinto e já me vejo musicista, creio que isso seja o mais importante quando queremos alcançar um objetivo. E porque não criar nossa identidade?!
Já ouvi muitas pessoas dizerem que os jovens de hoje não se firmam em partido político como antigamente, não encaram a vida como antigamente, não lutam pelos seus ideais como antigamente, e que perderam sua identidade.
Eu concordo, seria um absurdo viver o hoje com pensamentos e atitudes passadas. Muitas conquistas foram alcançadas no passado, mas muitos erros foram cometidos também.
O fim da ditadura militar não nos fez menos lutadores e nem nos deixou com menos garra pra viver. Vivemos um momento mais “calmo”, e nossa identidade apenas se modificou a realidade.
Na música “Paratodos”, Chico Buarque relata de forma muito interessante sua identidade e é com ela que termino meu texto e vivo minha própria identidade:
“O meu pai era paulista,
Meu avô, pernambucano
Já quis ser tanta coisa na vida: professora, militar, bailarina, desocupada, evangélica, etc. De repente passo no vestibular, e cá estou eu fazendo jornalismo.
Apesar de admirar muito essa profissão, quando ingressei na faculdade, tive dúvidas que este era meu caminho, neste caso, se esta era minha nova identidade. Não fui a única a me decepcionar no início e a descobrir coisas pouco interessantes da profissão.
Hoje, meu objetivo de vida é fazer música. Afinal, cresci no meio e estudo desde os 10 anos para tal profissão.
Confesso que a escolha pelo jornalismo foi errônea, mas não de todo mau; aprendi a ser mais crítica, a ter uma nova visão de mundo, aprendi a não dormir cedo, a estar sempre informada, aprendi a tomar café e ir aos cafés discutir política. Conheci jornalistas que fazem à história acontecer.
E de certo modo, sou grata.
Agora quanto a “como você vê sua identidade profissional como jornalista”. Parece loucura o que vou falar, mas não me vejo jornalista.
Minha identidade atual (considerando esta não-mutável) está na música.
Sem pretensão, me vejo como Chico Buarque, que não terminou arquitetura para se dedicar integralmente a música ou como Dalmo Medeiros que é jornalista e músico do conjunto vocal MPB 4.
Amo música e atualmente vivo mais para ela do que para o jornalismo. Acordo pensando no casamento que tenho pra tocar no fim de semana, nos meus alunos de teoria musical, na banda a qual faço parte, na minha flauta, nas músicas que ainda quero aprender, nas aulas do conservatório de MPB.
Minha identidade profissional está na música. Desde o jeito de me vestir, aos meus assuntos favoritos, e ao meu circulo de amizades.
Mesmo sem o canudo de bacharel em flauta, já me sinto e já me vejo musicista, creio que isso seja o mais importante quando queremos alcançar um objetivo. E porque não criar nossa identidade?!
Já ouvi muitas pessoas dizerem que os jovens de hoje não se firmam em partido político como antigamente, não encaram a vida como antigamente, não lutam pelos seus ideais como antigamente, e que perderam sua identidade.
Eu concordo, seria um absurdo viver o hoje com pensamentos e atitudes passadas. Muitas conquistas foram alcançadas no passado, mas muitos erros foram cometidos também.
O fim da ditadura militar não nos fez menos lutadores e nem nos deixou com menos garra pra viver. Vivemos um momento mais “calmo”, e nossa identidade apenas se modificou a realidade.
Na música “Paratodos”, Chico Buarque relata de forma muito interessante sua identidade e é com ela que termino meu texto e vivo minha própria identidade:
“O meu pai era paulista,
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro
Foi Antonio Brasileiro
Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas
Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro
Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho
Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto
Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro”
sábado, 3 de maio de 2008
Falar dele é sempre bom!
Nesses dias de frio Minuetos, Óperas e Laudates caem feito uma luva.
Pois é, mas é este o problema, luva me dá nos nervos.
Não que eu não goste de clássicos, mas vai dizer que não dá uma vontade de sair por ai dançando um samba?
Ahhh só de pensar ja me da um calorão.
Você não fica?
Com os dedos coçando pra batucar, nem que seja numa caixinha de fósforos e cantarolar uns laiá laiá...
Aproveitei o tédio dessa tarde de sábado pra ler um pouco sobre o samba.
Coloquei Leci Brandão, Chico Buaque, Zeca Pagodinho e Martnália pra tocar.
Ja senti meu coração bater no compasso no bombo, meus pés aquecidos de tanto sambar no 1, 2, 3....
tacaticumdum, ziriguidum, ziriguidum
ai ja me sinto melhor!

Viva a cultura popular!
Pois é, mas é este o problema, luva me dá nos nervos.
Não que eu não goste de clássicos, mas vai dizer que não dá uma vontade de sair por ai dançando um samba?
Ahhh só de pensar ja me da um calorão.
Você não fica?
Com os dedos coçando pra batucar, nem que seja numa caixinha de fósforos e cantarolar uns laiá laiá...
Aproveitei o tédio dessa tarde de sábado pra ler um pouco sobre o samba.
Coloquei Leci Brandão, Chico Buaque, Zeca Pagodinho e Martnália pra tocar.
Ja senti meu coração bater no compasso no bombo, meus pés aquecidos de tanto sambar no 1, 2, 3....
tacaticumdum, ziriguidum, ziriguidum
ai ja me sinto melhor!

Viva a cultura popular!
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